Sombras Urbanas. Destruição e morte no Montevidéu do Segundo Cerco, 1812—1814

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25185/20.3

Palavras-chave:

Cerco, Revolução, Destruição urbana, Arquitetura, Morte

Resumo

A história de Montevidéu sitiada pelas forças patriotas, entre 1812 e 1813, é relevante não apenas por suas consequências — especialmente o afastamento definitivo da Coroa espanhola do Rio da Prata —, mas também pelo próprio processo vivido, que representou um episódio singular de destruição urbana, tanto no plano social quanto material. Com o passar do tempo, diante da multiplicidade e da relevância dos acontecimentos posteriores à vitória patriota, os impactos reais de um processo que durou pouco menos de dois anos foram progressivamente obscurecidos. Por outro lado, as perspectivas historiográficas sobre a dimensão verdadeiramente destrutiva em termos urbanos e materiais também têm sido fragmentárias. Algumas fontes revelam-se particularmente valiosas para abordar esse episódio, especialmente certos textos em formato de diário pessoal, que relatam os efeitos específicos do cerco na vida cotidiana da cidade, com destaque para a dimensão da destruição do tecido urbano. Apesar de tudo, a rotina da cidade manteve-se ativa dentro das limitações impostas pela guerra, e a população demonstrou notável resiliência diante das adversidades. O presente trabalho não pretende estabelecer um diálogo com outras perspectivas historiográficas sobre este particular acontecimento militar e político, mas sim desenvolver uma análise fundamentalmente urbana, socioespacial e arquitetônica.

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Publicado

2025-08-11

Como Citar

Rey Ashfield, William. 2025. “Sombras Urbanas. Destruição E Morte No Montevidéu Do Segundo Cerco, 1812—1814”. Humanidades: Revista De La Universidad De Montevideo, nº 20 (agosto):e203. https://doi.org/10.25185/20.3.

Edição

Seção

Artigos